Presente Para Edward
By: Maria Lidia Lima
>Capítulo 1 - Promessas
Silêncio, era tudo o que se ouvia naquela fria e mórbida manhã. Na manhã de aniversário de Edward. Seu aniversário de 107 anos, estive esperando por esse dia, ele era quase um consolo para mim, quase porque apesar de Edward não poder envelhecer um dia sequer, por causa de sua atual condição como vampiro, eu queria lembrar que ele era mais velho do que eu. Muito mais velho.
Não que isso importasse. Não importava mesmo. A única coisa que importava era que eu estava ficando velha e não havia nada que eu pudesse fazer a respeito, quer dizer, não sozinha. Mas Edward se recusava a fazer o que era preciso.
Acordei naquela manhã sentindo seus braços frios ao redor de minha cintura, suspirei. Ele era perfeito, sabia disso. Mas amava me lembrar deste fato.
Ele sentiu que eu estava acordada, se inclinou e me beijou de leve nos lábios.
Senti meu mundo cair, eu realmente nunca iria me acostumar com a sensação de ter seus lábios nos meus. Nunca. Era aquela sensação que me fazia perder o controle e querer mais. Coloquei minhas mãos ao redor de seu pescoço, o puxando mais para mim.
Sua reação demorou um pouco mais do que o normal para acontecer, mas logo estava rígido e se afastando de mim, como se tivesse se afastando de algo maligno.
- Bella... - ele disse, sua voz entrecortada enquanto me observava. Estava de pé ao lado de minha cama.
- Edward. - eu lhe disse, com um sorriso estampado em meu rosto. Cheguei mais perto dele que, apesar do modo com que se afastou, não o fez de novo. - Feliz aniversário - sussurrei de forma doce em seu ouvido, como se nada tivesse acontecido.
Bom, não aconteceu, nada fora do esperado, pelo menos.
Ele estava controlado como sempre quando sussurrou em meu ouvido, no mesmo tom, um obrigado. Bom, eu não sou controlada. Uma prova disso foi a forma com que meu coração, simplesmente, começou a bater desesperado em meu peito ao ouvir sua voz calma e empolgante em meu ouvido.
Ele sorriu com minha reação e me deu um abraço.
- Se acalme, meu anjo. - ele disse, senti-o acariciar levemente meus cabelos com a ponta de seus dedos. - Não quero que você morra hoje.
Estava divertido, sentia isso. E por que não era para estar? Eu queria ter causado essa sensação de que seu coração ia sair pela boca nele, mas, é claro, essas coisas nunca funcionam comigo.
- Também não quero morrer hoje. - lhe respondi - Não seria legal morrer no dia em que você nasceu.
- É, seria realmente perturbador. - me disse. Tentei me afastar de seus braços que ainda estavam ao redor de meu corpo, porém me pendi mais a eles. - Me promete uma coisa hoje?
- Qualquer coisa que você quiser, Edward - disse, totalmente perdida e dominada pela essência que emanava de seu corpo.
- Fique comigo - ele disse, quase suplicadamente.
- Vou ficar - sussurrei contra seu peito. - Hoje e sempre.
Ele sorriu brilhantemente e beijou o topo de minha cabeça.
- Agora, vá, minha Bella, se arrume. Alice está te esperando para ajudá-la - ele disse de mau gosto pude perceber.
Eu havia me esquecido desse detalhe, Alice me esperava para ajudá-la a preparar a festa ex-surpresa de Edward. Por mais que tentasse, Alice não conseguiu suprimir a felicidade de dar uma festa de aniversário para ele.
- Bella, Edward não tem uma festa de aniversário há séculos! - Me disse uma tarde em que nos reunimos enquanto ele estava caçando. E sei que quando ela falava séculos, era verdade e não apenas uma figura de linguagem. - Mas agora com você aqui, sei que ele iria querer uma.
Sorri abertamente, os parentes de Edward não cansavam de me dizer o bem que fazia a ele, o quanto ele tinha mudado, o quando ele estava mais feliz ao ter-me ao seu lado. E era ouvir essas coisas que fazia meu dia parecer mais claro e com vida. Se sua própria família que o conhecia a muito mais tempo do que eu diziam isso, o que eu podia fazer senão acreditar?
- E como, exatamente, você pretende escondê-la de Edward? - perguntei. - Ele é bom em tudo, sabe.
Alice soltou uma risadinha com meu comentário.
- Ele não é tão esperto assim, Bella - me respondeu.
É claro que ela o subestimou. Ele era sim, muito esperto, inteligente e sagaz. E, bem, habilidoso. Sua habilidade de ler mentes o ajudou a descobrir nossa surpresa.
Alice sempre foi muito emotiva e estava anormalmente animada com essa festa para Edward, bem como o resto da sua família. Logo, todos eles já sabiam o que tramávamos e com tantas pessoas é difícil se manter um segredo.
Rosalie nos entregou, segundo ela, foi um completo incidente. Edward estava entrando na sala enquanto ela pensava na roupa em que usaria.
No começo ele pensou em não dizer que havia descoberto, mas, então, me confessou que já sabia dela.
Fiquei chateada, seria ótimo vê-lo surpreso com alguma coisa. Com sua própria festa, então. Ele iria amá-la, tinha certeza. Teriam cartazes de "Feliz aniversário surpresa, Edward!", e balões coloridos (idéia de Alice, claro) espalhados por todos os lugares com a palavra "surpresa!" escrita neles até em seu bolo estava estampada a palavra "surpresa", apesar de eu não entender a necessidade de Alice mandar fazer um bolo, já que nenhum deles o comeria.
Estava tudo quase pronto para um aniversário surpresa de Edward, mas como ele já havia descoberto não havia mais graça em balões coloridos escrito "surpresa!".
Tínhamos então menos de uma semana para mudar os “surpresas” para apenas "Feliz aniversário, Edward!".
E inesperadamente até o dia, já não faltava nada. Mesmo tendo que comprar outros balões, outros tudo. Alice conseguira. Ela apenas precisava de minha ajuda para a decoração, ela pretendia colocar uma toalha nova na sala de estar e queria minha opinião para tudo, mesmo sabendo que eu não entendia nada disso. Ela queria saber se eu achava que combinava cada coisa com a cor da parede ou se ela deveria pintá-la. Isso me parecia estranho, afinal, quem pintaria uma sala inteira novamente apenas para combinar com a nova toalha de mesa especial para aniversários? Relevei, afinal, era Alice.
- Okay - disse para Edward. Me afastei lhe dando um curto beijo na boca.
Peguei minha nécessaire e uma roupa para vestir.
- Vou pegar o carro e volto logo - disse, piscando para mim.
Eu assenti sorrindo. E segui para o banheiro.
Tomei uma ducha, não tão demorada, mas eu não estava com pressa, apesar de saber que como Edward dirigia rápido e andava mais rápido ainda.
Me vesti com uma blusa de manga azul e uma calça jeans. E após passar um tempinho tentando secar meu cabelo, desci.
Ele já estava me esperando no andar de baixo, conversando com Charlie.
- Edward! - eu disse, soando surpresa ao lhe ver. - Eu nem o escutei bater.
- Bom, você estava no banho, Bella - disse Charlie, como se fosse óbvio.
- Então, vamos? - chamei-o, ignorando o comentário de Charlie.
- Claro - ele disse, prontamente. - Até mais, Charlie.
- Até mais e feliz aniversário, Edward - disse-lhe, apertando sua mão.
- Tchau, pai - me despedi, já saindo pela porta.
Assim que saí, meu olhar caiu sobre o lindo Volvo prateado. Estava como todas as outras vezes que o tinha visto, mas ele parecia mais reluzente, me perguntei se Edward o havia limpado, mas eu nem o havia percebido sujo na última vez que o tinha visto, ou seja, no dia anterior, quando voltávamos para casa depois da escola.
Edward logo estava ao meu lado. Senti-o entrelaçar nossas mãos e sorri.
- Você deveria comer alguma coisa, Bella - disse, preocupado.
- Eu não estou com fome agora - respondi.
Ele me olhou enquanto abria a porta do carro para eu entrar. Eu entrei e ele se apressou para a porta do motorista, em menos tempo que demorei para entrar ele já estava dando a partida.
- Nervoso? - perguntei, apesar de saber que, conhecendo-o como conheço, não ficaria nervoso por causa de uma festa em sua homenagem.
- É só uma festa - me respondeu com um sorrisinho.
- Na verdade, é seu primeiro aniversário em que estou, Edward - disse, um pouco chateada, porque, pelo visto, este fato não parecia lhe importar tanto.
- Bom, acho que é mais por isso que vão dar essa festa do que pelo fato de ser meu aniversário - ele observou. - Se você parar para pensar, é tudo sobre você, Bella. Se você não estivesse aqui, eu preferiria não ter uma festa e todos ouviriam minhas vontades, até mesmo Alice.
Refleti sobre isso, não achava justo então... Era seu aniversário, deveria ser tudo sobre ele.
- Veja, Edward, se você não quer essa festa, fale logo, tudo bem? - eu disse, incomodada. - Hoje, tudo tem que ser sobre você. Eu não me incomodaria em passar o seu aniversário com você apenas assistindo um filme ou algo assim.
- Não foi isso que eu quis dizer, Bella - disse, suavemente. - Quis dizer que minha vida é sobre você agora. E eu gosto do jeito como ela está.
Eu olhei para ele, ele estava muito sereno, calmo e... feliz. Sabia disso, apenas olhando em seus olhos que me encaravam esperando uma reação.
Lhe respondi com a única reação que eu sabia. Uma reação bastante humana.
Me inclinei em direção, coloquei minha mão em sua nuca e iniciei um beijo. Eu amava lhe beijar. Tudo era motivo para lhe beijar, eu lhe beijaria apenas por me lembrar que ele existia. Edward não gostava tanto disso quando eu. Não que ele não gostasse dos meus beijos, não me entenda mal, ele apenas não se sentia tão seguro me beijando a toda hora, ele ainda queria manter certos limites. Limites estes que eu não respeitava regularmente.
- Tudo bem, Bella - ele disse, rapidamente me separando de seus lábios. - Já entendi que você se sentiu lisonjeada por minhas palavras.
Estávamos sofrendo falta de ar, devido ao beijo.
Edward dirigiu sem olhar para mim neste momento, eu sabia que o tinha atrapalhado na direção ao lhe dar um beijo, mas não consegui me controlar e, além do mais, tinha plena confiança de que ele não iria bater o carro ou algo assim.
- E você está com raiva de mim por ter lhe beijado? - perguntei, olhando para ele enquanto ele ainda olhava para a estrada.
- Não - ele disse, mas não sorriu.
- Então, por que não olha para mim? - indaguei, confusa.
Ele se virou para mim e disse:
- Porque eu tenho medo de continuar o beijo e fazer algo do qual me arrependa depois - ele respondeu, sério.
Engoli em seco. Respirei fundo o mais silenciosamente que pude, não querendo que ele percebesse. Ele percebeu, suspirou e pegou minha mão.
- Você sabe que eu jamais a machucaria, mas é importante que você entenda os riscos - ele disse, me encarando de forma preocupada e atenciosa, fazendo círculos com os dedos sobre minha mão.
- Eu entendo - sussurrei, minha voz falhou. Me xinguei por não conseguir controlá-la, eu deveria aprender a fazer isso alguma hora.
Chegamos à entrada de sua casa. O senti começar a diminuir a velocidade até estacionar. Ele se virou para mim, segurou meu queixo, me deu um beijo e o mundo parou, pelo menos foi o que pareceu para mim. Era um momento nosso, apenas. Durou pouco, pois ele percebeu que ia começar a me empolgar e não queria mais problemas, nos separou. E sorriu.
- Eu te amo, Bella - disse, acariciando meu rosto. - Não se esqueça disso.
- Também amo você - respondi.
Passamos uns minutos admirando o rosto um do outro, sentia que podia passar o resto da vida o encarando.
- Vamos - ele disse, finalmente, saindo do carro e abrindo minha porta.
Saí do carro, e me pegou pela mão. Caminhamos em silêncio até a grande porta da casa, logo que coloquei os pés dentro, Alice veio saltitante ao meu encontro.
- Bella! - ela disse. - Bem na hora, eu preciso de você.
- Uhm, como posso ajudar, Alice? - perguntei, disposta.
- Preciso que você... - olhou para Edward, depois para mim e hesitou. Pareceu refletir um pouco e suspirou. - Entretenha Edward até a hora da festa, tudo bem? Queremos que, pelo menos a decoração, seja surpresa.
Ele sorriu e me puxou antes que eu pudesse responder.
Capítulo 2 - "a maior experiência de vida que poderia ter é a semi-morte"
Ao alcançarmos as escadas, Alice já não estava mais perto da porta, onde tinha nos recebido, devia ter ido fazer suas outras coisas para a festa de Edward.
- O que houve com Alice? - perguntei. - Pensei que fosse ajudá-la com os preparativos para a sua festa.
- Bom, posso dizer que me livrei disso para você - disse com um sorriso travesso. Não pude evitar em sorrir também, ele estava tão radiantemente feliz.
- Então, o que vamos fazer? - quis saber.
- Vamos passar a manhã de meu aniversário assistindo filme no meu quarto - respondeu. - Depois vamos ver o pôr-do-sol e ser felizes para sempre - acrescentou vendo minha expressão entediada.
- Gostei do felizes para sempre - disse o seguindo por um corredor que iria dar em seu quarto. - Mas só poderá haver felizes para sempre se eu for uma de vocês Edward, se não, não será para sempre.
- Hoje não, Bella - ele falou, entre dentes. - Estou muito feliz por passar esse primeiro aniversário com você para discutirmos isso agora.
- Tudo bem, foi só um comentário - disse, levantando as mãos, como se estivesse me rendendo.
Chegamos em seu quarto e ele abriu a porta, me puxando para dentro.
O quarto estava como o tinha visto anteriormente, poucas mudanças haviam sido atribuídas ao local, como uma TV de plasma, coisas assim.
Sentamos no sofá e imediatamente me acomodei em seu peito. Ele acariciava meu cabelo quando perguntei:
- Que filmes vamos assistir, aniversariante?
- Uhm, não sei, só quero ficar perto de você - disse e senti-o expirar em meu cabelo, me arrepiei.
- Sendo assim, vamos ver "Um amor para recordar" - eu disse, pronta para me levantar e colocar o filme no aparelho de DVD. Edward segurou minha mão e se levantou.
- Vamos colocar o filme juntos - disse.
- Como? - perguntei, desentendida.
- Eu quero fazer tudo com você hoje - ele disse, me puxando para me levantar do sofá. - Vamos colocar o filme juntos no DVD então.
- Que história é essa, Edward? - perguntei, rindo. Ele não podia estar falando exatamente isso, fazer tudo juntos mesmo.
- Eu não quero perder contato com você - ele respondeu, simplesmente. - Quero sentir que você está aqui o dia todo.
- Mas eu vou ficar aqui o dia todo - eu falei.
- Apenas vamos fazer isso, okay? - disse, me levando para perto da estante onde se encontrava a TV e o DVD.
- Tudo bem - assenti, apesar de ainda estar confusa.
Pegamos o DVD, juntos. Tiramos o CD da caixa, e colocamos no DVD player, juntos. Edward pegou o controle remoto com a outra mão que não estava segurando a minha e nos guiou de volta ao sofá.
Nos acomodamos nele de novo. Edward colocou o braço sob meus ombros e apoiei minha cabeça em seu corpo. Deu o "play" no CD.
O filme começava a rodar na tela. Eu já o tinha visto, era aquela história da garota inteligente que tinha alguma doença terminal e o garoto que precisava fazer trabalhos voluntários por andar aprontando pela cidade com os amigos, apesar de ter sido o único que levou a culpa.
Edward parecia interessado no filme, arrisco dizer que, apesar de ter o DVD, nunca o tinha visto.
Chegamos a uma cena em que estão os dois no carro dele, ele já tinha descoberto que ela tinha câncer e estava realizando todos os seus desejos. Pois então, tem essa cena em que ela está fazendo uma tatuagem de borboleta com uma música de fundo cantada pela atriz principal do filme, Mandy Moore. Assim que ele viu essa cena perguntou:
- Vamos fazer tatuagem?
- Tatuagem, Edward? - perguntei, me virando um pouco para olhá-lo.
- Sim - ele estava animado, parecia mesmo disposto a fazer uma. - Não seria legal? Eu podia tatuar o seu nome, Bella.
- E por que você faria isso? - indaguei. - É completamente sem finalidade.
- Não, não é - ele disse, defensivo. - As pessoas tatuam em sua pele para lembrar de algo ou alguma época de sua vida.
- Ah, então, você precisa de uma tatuagem para lembrar de mim, Edward? - perguntei, me fingindo de ofendida.
- Não, meu amor - ele disse, me dando um selinho. - Você é inesquecível. Eu só preciso de uma tatuagem sua para guardá-la em mim para sempre.
- Você sabe que tem outro jeito menos doloroso para você me manter com você para sempre - eu resmunguei, esperando que ele não ouvisse. Mas seus sentidos são aguçados, afinal, é um vampiro. Ele obviamente ouviu e bufou.
- Bella... - ele começou.
- Okay, okay - eu disse, sabendo o que viria. Ele iria fazer um discurso que poderia ser doloroso para mim e tudo o mais, porém ele sabe que nada mudaria minha idéia de me tornar uma vampira e passar a eternidade com ele. Ficamos um tempo calados vendo o filme, depois perguntei de novo:
- Qual o real motivo de você querer fazer tatuagem, Edward?
Ele ficou um momento pensando na resposta, percebi.
- Tenho 107 anos, Bella - começou e deu uma pausa para repensar. - 107. Tenho muita experiência de vida como pode perceber, mesmo assim, sinto que não aproveitei nada. Sinto que há tanta coisa para fazer e sentir que podemos fazer tudo isso juntos... É simplesmente ótimo.
- Então, você quer fazer uma tatuagem porque... quer saber como é? - perguntei para ver se tinha entendido direito.
- Sim e... Não - respondeu, incerto. - Quero fazer uma tatuagem porque você não fez uma tatuagem, e você está viva e quer acabar com sua vida para se tornar algo sem batimento cardíaco como eu sou. Eu quero fazer uma tatuagem porque acho que você deveria fazer uma, simplesmente, pela experiência que isso poderia te proporcionar.
- Edward... - tentava pensar em como explicar que eu não queria saber como era fazer uma tatuagem e sim como era ser uma vampira. - Escute, a maior experiência de vida que poderia ter é a semi-morte.
Ele me encarou e me apressei a acrescentar: - Já sei como é ser viva, como é sentir, tocar e ver as coisas como uma humana, mas não sei como é ser uma de vocês, não sei como é nada disso.
Neste momento, soube que venci. Via em seus olhos que ele sabia que eu estava com um bom argumento. Mesmo assim, não cedeu:
- Não vou fazer isso, Bella - disse sério, olhando para baixo. - Não vou me perdoar se depois você acabar se arrependendo, é uma coisa tão fácil de se fazer, mas é irreversível...
- Eu entendo tudo isso, Edward - eu disse, revirando os olhos.
- Não, Bella, você não entende... - ele ia dizendo.
- Ah, olha, Edward, essa é a cena! É a melhor! - gritei, apontando para a TV, mudando de assunto. - Ele está levando-a para se casarem na igreja em que a mãe e o pai dela se casaram.
Ele levantou os olhos e assistia à cena.
- É realmente incrível, mas... - eu o interrompi com um beijo. Um beijo calmo que ia evoluindo e se aprofundando, era cuidadoso como de costume e eu sabia que não podia demorar um pouco mais do que dez segundos. Oito... Nove... Dez.
Edward se obrigou a nos separar, percebi.
- Você tem que parar com isso - ele disse, com um meio-sorriso.
- É, talvez eu tenha - disse lhe dando mais um beijinho rápido, antes de me voltar para o filme.
Capítulo 3 - Decisões
- Está com fome? - Edward me perguntou quando acabou o filme.
Eu olhei para ele, estava com aquela expressão de que iria me obrigar a comer alguma coisa mesmo que eu não quisesse, aquela expressão preocupada e teimosa.
- Claro - disse e ele imediatamente se pôs de pé para me acompanhar à cozinha.
Eu não entendia o porquê deles manterem a cozinha sempre tão abastecida, já que não comiam nada. Desconfiava que era apenas para "fazer capa" no supermercado. Quer dizer, alguém que mora em uma cidade tão pequena quanto Forks não fazer compras iria chamar a atenção das pessoas e elas começariam a suspeitar...
Edward passou a mão pela minha cintura e me guiou o caminho todo até a cozinha. Tivemos que pegar um caminho mais longo, pensamos no quanto Alice ficaria decepcionada se aparecêssemos e víssemos a sua brilhante decoração antes do tempo, era capaz de querer mudar tudo de novo e isso seria desgastante.
Edward me contava:
- Compramos o cereal que você tanto gosta.
- Você sabe que não era necessário - respondi, com um sorriso sem-graça. - Não quero ser um incomodo.
- Você nunca é, Bella - ele disse, sorrindo.
- Então, por que vocês mantêm a geladeira sempre cheia? - perguntei, curiosa.
- Bom, não apenas porque temos uma humana enxerida que sempre está por aqui, com certeza - disse, e senti que se referia a mim. - Mas também porque, de vez em quando, aparecem visitas inesperadas e precisamos ter o que oferecer para elas.
Fiquei imaginando que tipo de visitas inesperadas apareciam por ali, afinal, os Cullen não eram de ter amizades fora da família.
- Você fica sempre tão carente no dia do seu aniversário? - perguntei, porque eu realmente estava estranhando, Edward estava se comportando de uma maneira tão feliz, não que isso fosse um problema, era apenas curioso.
- Não - ele riu. - Mas, é como você disse, é meu primeiro aniversário que passo com você, Bella. Ele é muito especial para mim.
Senti um frio na barriga depois dessa, ele era sempre tão lindo. E eu nem sempre conseguia responder à altura. Por sorte, desta vez não precisei responder, pois havíamos chegado à cozinha.
Ela estava impecavelmente limpa, como nova, apesar de eu ter uma idéia de que não era tão nova assim. Podia ver meu reflexo em cada copo guardado no armário. Eu não havia me acostumado com isso, era impossível se acostumar com isso, era tão surreal. Imaginava quantos dias eu levaria para conseguir trazer o mesmo nível de limpeza para a cozinha de Charlie, acabei por desistindo. Isso seria totalmente desgastante.
Me adiantei para a geladeira com Edward me acompanhando ainda com as mãos em minha cintura. Abri-a e peguei o leite, o coloquei em cima do balcão e peguei, cuidadosamente, uma tigela em um dos armários e logo em seguida capturei o cereal que ele havia mencionado.
Me servi de um pouco, guardei o leite de volta à geladeira e peguei uma colher em uma das gavetas existentes no balcão. Sentia-o bem perto de mim, suas mãos acariciavam levemente minha cintura, me desconcentrando enquanto colocava uma colherada na boca.
O senti se inclinar levemente, beijar e apoiar sua cabeça em cima da minha. Continuava me acariciando lentamente com a ponta de seus dedos, me arrepiei sentindo seus dedos frios encontrarem com a barra de minha blusa. Eu ainda segurava a colher, mas não sentia que tinha fôlego suficiente para mais uma colherada.
- Edward - comecei, quase sem voz. - Você é obsceno.
Ele não disse nada, apenas deu uma de suas lindas risadas, como se o que eu tivesse dito não passasse de uma piada.
Ele afastou meus cabelos de meu pescoço e encostou sua boca gélida naquele local, estremeci. Eu já estava respirando com dificuldade, tentando fazer com o batimento acelerado de meu coração se acalmasse.
Ele roçava seus lábios ali calmamente, eu sabia que ele não iria me morder. Estava apenas sentindo o aroma, como já havia feito diversas vezes antes.
- Termine de comer, Bella - ele disse, inesperadamente contra meu pescoço.
Suspirei.
- Não posso - respondi. - Você me desconcentra.
Ele sorriu, gostosamente. Me deu um último beijo no pescoço e se desencostou um pouco de mim, porém sem largar-me.
- Prometo não desconcentrar mais - disse, divertido.
Me virei para ele e lhe abracei, estávamos perto novamente.
- Eu gosto quando você me desconcentra - sussurrei.
Nos afastou sorrindo e disse:
- Coma, Bella.
Eu me virei e o fiz, ele não parou de acariciar minha cintura. Assim que acabei a refeição, Alice e Jasper entraram na cozinha.
- Bella - ela me disse. - Venha comigo um minutinho? Preciso falar com você.
Edward ficou rígido e controlado demais, como se não tentasse demonstrar algum sentimento que o dominava. Não sabia se era raiva ou apenas decepção.
- O que aconteceu? - perguntei aos três que me cercavam.
- Billie acabou de ligar. Jacob quebrou a perna - Edward disse, sem emoção. - Ele quer você ao lado dele, já que Billie também está em cadeira de rodas e os dois não podem andar.
Olhei para Alice.
- É, isso - ela confirmou, agitada, parecia preocupada que sua festa fosse cancelada. - Vamos deixar vocês a sós agora. Qualquer coisa, nos encontre na sala de jantar.
Após dizer isso, seguiu com seus delicados passos de bailarina para fora da sala, Jasper a seguiu rapidamente.
Ficamos em silêncio.
Jacob estava de perna quebrava, estava precisando de mim. Eu deveria ir? Ou ficar?
Era o que eu tinha que decidir, precisava decidir se iria ajudar a quem havia me ajudado no momento mais sombrio de minha vida ou deveria permanecer ao lado de quem causaria essa mesma depressão.
Não havia nada para pensar, nem sei por que hesitei ao decidir o que fazer. Eu sabia exatamente o que deveria ser feito. Porém antes que eu pudesse expressar minha decisão em voz alta, Edward disse:
- Tudo bem, meu amor - Não olhava para mim enquanto dizia essas palavras. - Vá. Eles precisam de você lá.
O fitava incrédula, ele realmente acreditava que eu fosse escolher ficar com Jacob, ao invés de ficar com ele.
- Você acha mesmo que vou abrir mão de sua companhia bem no dia de seu aniversário? - perguntei, ofendida.
- Bom, Jacob é seu melhor amigo, Bella - ele se explicava. - Eu apenas acho que você devesse ir cuidar dele.
- Não, Edward, - eu disse. - Você não pode mesmo achar isso! Você tem que achar que tenho que ficar ao seu lado. Seja um pouco mais egoísta, por favor!
Eu usei um tom implorador nessa última parte. Às vezes o Edward inventava de abrir mão das coisas que ele queria, simplesmente, porque julgava melhor assim. O pior que ele já fez foi me abandonar em Forks sozinha, foi quando mergulhei em um estado bastante preocupante chamado depressão.
- Não abra mão de mim, Edward - disse, ainda meio que implorando. - Você não entende? Eu fico me sentindo como se você, simplesmente, quisesse arranjar qualquer desculpa para me afastar de você.
- Eu não quero que você se afaste de mim - ele murmurou para mim. - Mas não vou prendê-la. Você é livre para ir e vir, a hora que você quiser. Vou ficar esperando por você, minha Bella.
Fala sério! Será que ele não via? Ele estava abrindo mão de mim, simplesmente, não queria me fazer ficar, não iria nem ao menos tentar me convencer de que era melhor que eu ficasse com ele nesse dia especial. Edward era muito tolerante e isso estava me matando.
O fitei por um momento ou dois, antes de dizer algo.
- E eu amo ter essa liberdade de escolha. - Sorri. - Mas eu já escolhi e prometi ficar com você hoje. Além de que, a esta altura, depois de tudo pelo qual passamos, acho que você já devia ter entendido que eu sempre vou escolher você.
Me aproximei dele e encostei meus lábios nos seus em um selinho. Ele ainda pareceu esperar por alguma outra reação minha, porque não disse nada, apenas ficou me olhando.
- Então, - eu quebrei o silêncio - vamos ver algum filme de Tim Burton? - perguntei o observando, esperando uma resposta.
- Você não vai nem ao menos ligar para saber se ele vai sobreviver? - me perguntou, me olhando curiosamente.
- Ele está bem - disse, segura. - É apenas um lobo querendo atenção.
E eu não iria dar esse prazer a ele. Edward era minha vida e, portanto, mais importante do que ele neste momento.
Capítulo 4 - Declarações de Amor
- Johnny Depp é o máximo - comentei com Edward.
Estávamos vendo Sweeney Todd, um dos filmes mais atuais dele.
- Bom, como cantor ele é um ótimo ator - zoou ele. - Viu como ele enrola legal nesse filme? Quem vê até pensa que ele canta tão bem assim.
- Ah, Edward, ele não é tão ruim - o defendi. - Digo, tem piores hoje em dia.
- Piores sempre tem, Bella - ele disse.
Nos voltamos para a tela e eu de repente me lembrei de uma coisa.
- Edward mãos-de-tesoura! - eu falei, assustada. - Isso me lembrou completamente o clássico do Johnny. Me lembro como fiquei encantada com o Edward mãos-de-tesoura quando era menor e o assisti com minha mãe.
Edward mãos-de-tesoura. Outro Edward me encantando.
- Você tem algum fetiche por Edwards ou algo assim? - ele me perguntou, rindo.
- Nem todos - falei, tímida.
- Edward mãos-de-tesoura e aquele de Razão e sensibilidade.
- Só esses - eu disse, dando de ombros. - E você.
Sorri ternamente quando expliquei:
- Você é o que domina meu coração. O dono da minha alma. Ninguém se iguala a você, Edward Cullen, meu amor eterno.
Ele acariciou meu rosto com os dedos.
- É por você que vivo agora, Bella - me fitava e sorriu ao ouvir meu coração estourar em meu peito. - Você sabe que esse dia não teria significado para mim se não fosse por você.
Ficamos simplesmente assim, abraçados, trocados juras de amor e promessas supostamente eternas. Eu apenas não quis estragar o momento dizendo que poderiam ser mais verdadeiras se eu passasse a eternidade ao seu lado. Não, um dia, eu sabia, ele iria ceder. Iria fazer isso ele mesmo, ninguém precisaria me transformar, eu sentia que estava destinada a me transformar por suas presas. Então, me sentiria única e pertencente apenas a Edward.
Capítulo 5 - O Presente
Passou-se muito tempo, Edward me fez descer para almoçar alguma coisa e ficamos vendo mais filme. Descobri sua coleção impressionante de filmes, clássicos, atuais, ele tinha de tudo em seu quarto.
Nunca havia imaginado um Edward tão fã de cinema quanto ele me mostrava agora.
E tudo bem que, quando vimos Nightmare Before Chrismas, ele sabia quase todas as músicas, mas não esperava que ele decorasse a trilha-sonora de praticamente todos os filmes.
Vimos Candelabro Italiano, um dos filmes mais clássicos e românticos de todos os tempos, segundo ele.
Então, depois ele realmente me levou para ver o pôr-do-sol de sua sacada. Era tão raro se ver o Sol nessa cidade, imagine o pôr-do-sol então. Era algo extremamente único.
Ele me envolveu em seus braços e cantarolava em meu ouvido enquanto víamos o crepúsculo chegar.
O crepúsculo de um dia perfeito, mas sabia que ainda não tinha acabado. A noite estava apenas começando. E a festa de Edward iria começar logo, logo.
E eu estava começando a estranhar que ele ainda não tivesse me perguntado sobre seu presente. Era como se isso não importasse, ele não chegou e perguntou tipo: "E aí? O que vai me dar de aniversário?". Nada. Ele não parecia nem ao menos curioso para vê-lo.
Então me lembrei do dom de Alice. Droga! Ele obviamente já sabia o que era, já que Alice deveria saber desde que eu havia decidido comprá-lo. E ele não comentou nada porque ele não gostou do que eu comprei.
Droga! Droga! E droga!
- Você já sabe qual o seu presente, certo? - perguntei, suspirando, apenas para confirmar minhas suspeitas.
Ele sorriu, maroto. Então eu soube que era verdade.
- Eu apenas não queria estragar a surpresa - ele se explicou. - Foi por isso que não te contei.
- Sei - disse, sem acreditar. - Até parece que você não me contou porque não gostou do presente.
Ele me fitou por um momento e sorriu de modo calmo.
- Eu iria gostar de tudo o que você resolvesse me dar - ele disse. - Na verdade, eu não esperava ganhar um presente até ver a visão de Alice.
Eu não o olhava, estava envergonhada demais para isso. Eu deveria ter escolhido outro presente, agora sabia disso.
- Mas eu vou amar o presente - ele prosseguiu, quando eu não disse nada.
- Vai nada - eu disse, fazendo uma careta.
- Na verdade, eu o quero agora - ele disse, em um tom exigente, me beijando levemente na cabeça.
- Não, ele é ruim de mais - neguei.
Ele soltou uma risada. E me imprensou na parede perto da porta pela qual havíamos acabado de entrar.
- Eu acho que vou ter que lhe convencer, então. - Recomeçou a beijar provocantemente meu pescoço.
Reprimi um suspiro. Edward sabia ser provocante.
- Agora, você vai me dar? - ele perguntou. Senti seu hálito em meu pescoço, e seu cheiro inacreditavelmente bom parecia se espalhar por toda sacada.
- Não - falei teimosa, quase sem fôlego.
Ele iria ganhar, ele sempre ganhava nesses joguinhos.
Avançou para meu rosto, expirou e beijou levemente meu queixo, distribuindo vários beijinhos por toda sua extensão. Trilhou até minha boca e, acariciando meus cabelos, passou seus lábios levemente sobre os meus, me fazendo ter arrepios e fechar os olhos involuntariamente.
- Tudo bem, tudo bem - eu disse, vencida. Permaneci de olhos fechados. - Mas se você não o quiser posso, sei lá...
- Eu o quero - ele disse, seguro.
Eu abri os olhos e peguei algo no bolso dos meus jeans. Eu não havia tempo de embrulhá-lo, nem nada, mas agora eu sabia que não era preciso, afinal, ele já sabia o que era.
O coloquei em sua mão e o abri. Era um bracelete, igual ao meu, porém com outros pingentes.
- Vê, essa aqui é uma maçã - eu lhe disse, docemente. - Acho que não preciso explicar o que significa, mas, bem, significa a gente, você simplesmente adora me lembrar que eu sou um fruto proibido. E tem aquele lance de que Adão e Eva não podiam comer a maçã porque era fruto proibido. Então eu achei que seria muito legal colocá-la no seu bracelete.
Ele sorriu, encorajando para que eu continuasse a lhe explicar o que significam os outros pingentes.
- Esse aqui - disse, apontando para um com um Sol dourado, brilhando com a luz do pôr-do-sol ainda acontecendo à nossa frente - é para lembrar da primeira vez que eu lhe vi no sol. A inesquecível tarde na clareira, o dia em que você me contou tudo sobre você, o quanto você sentia que podia me matar a qualquer momento e todas aquelas coisas que você me disse. Foi o dia mais feliz de minha vida, Edward.
Ele sorriu me beijando o disse:
- O meu também, Bella. Foi o dia em que me senti livre, como se eu pudesse ser eu mesmo sem receio. E suas reações às minhas coisas de vampiro foram... inacreditáveis.
Lhe sorri. E prossegui:
- Essa aqui é uma nota musical. - Então expliquei - Bom, simplesmente para lembrar da música perfeita que você escreveu para mim. E para lembrar de um de seus talentos - acrescentei.
- A Torre-do-Relógio - disse, engolindo em seco. Apontei para uma miniatura exata da Torre-do-Relógio. - Onde tivemos que enfrentar o perigo junto, os Volturi de Volterra e... toda aquela situação.
Ele me abraçou fortemente.
- Eu me arrependo tanto de ter causado aquela situação para você - sussurrou para mim. - Ela simplesmente não devia ter acontecido.
- Ei, eu a coloquei no seu bracelete porque temos boas lembranças - eu disse. - Você voltou para mim depois dessa viajem, ficamos ainda mais unidos e, de certa forma, você ir para lá, enfrentar os Volturi foi a maior prova de amor que você me deu.
Eu disse e sorriu.
- Você ainda precisava de uma prova? - perguntou, com um meio-sorriso.
- Não - eu respondi. - Mas foi bom mesmo assim.
Ele riu.
- E o meu preferido - disse. - Foi muito difícil de achar, sério. Mas esse é tão perfeito. - Passei o dedo por cima, como que para sentir a textura do pingente de novo. Era um coração de ouro, com uma rosa gravada no meio. - É para significar amor eterno, Edward. É para você lembrar que meu coração sempre será seu.
Esse pingente parecia tão quebrável que ele pareceu hesitar antes dele mesmo sentir a textura do mesmo. Ele pareceu realmente impressionado. Mas eu ainda não podia ter certeza de que ele havia gostado ainda.
Fiquei um tempo esperando algum comentário, que não veio. Então, eu retirei o bracelete de sua mão.
- Quer saber, esquece isso - eu disse. - Foi realmente uma má idéia.
- Não! - ele disse, praticamente arrancando da minha mão, mas ainda com o maior cuidado. - Tarde demais, Bella. Você já me deu ele, não pode simplesmente me tirar.
Eu o olhei e sorri.
- Então você gostou? - perguntei esperançosa.
- Com certeza - ele disse. - Foi o melhor presente que eu já recebi em toda minha existência.
- Sério mesmo? - perguntei, ainda incerta. - Porque se não eu arranjo outro...
- Não - ele disse, me interrompendo. - Eu quero esse presente.
- Ah, tudo bem então. - Estava feliz que ele não queria devolver, afinal, tinha custado muito caro para eu chegar lá e devolver cada pingente.
Já estava escuro, em breve poderíamos ver a Lua. De repente, percebi que estava com frio. Edward me sentiu tremer e me arrastou para dentro, para seu quarto.
Fim.